INTEGRANTES DO GRUPO
DEPOIMENTO DA FABRÍCIA
Ao pensar sobre meu retrospecto na leitura, me vi diante de um fato que há muito não lembrava. Acho que minhas primeiras inserções como leitora se deram não propriamente pela leitura escrita mas pelas leitura não verbal ou imagens, as quais tenho na mente a visão clara de meu pai sentado no sofá , sempre no mesmo sofá, fazendo a leitura do jornal do dia, afinal eu olhava aquilo com admiração, pois ainda não sabia ler, por volta dos meus seis anos. Não fiz a pré-escola e ainda não tinha idade para a 1 ª série. Mas ele sempre me dava a tal folhinha infantil, que na época chegava a acordar até mais cedo só para vê-la, caso contrario ele cedia para minhas irmãs, na verdade amava aquelas adoradas folhinhas, que depois vim a saber que eram as famosas tirinhas.
Quando entrei na escola logo me apaixonei pela leitura e sempre tive muita facilidade para escrever histórias fictícias ou verdadeiras, também na sinceridade não fiz o curso de letras por opção, mas a partir do segundo ano me encantava a possibilidade de analisar um texto, ver através da literatura a mudança do mundo, entender o quê e porquê pensavam em determinada época, mesmo usando sempre um certo questionamento em relação a isso: Será que era mesmo isso que eles quiseram dizer ? E na verdade até hoje penso assim, acho que encontramos indícios na leitura, quase precisos, mas a incógnita da verdade real me fascina. Penso que a aula só tem poder de sedução e atração, se o professor realmente esta também gostando e acreditando naquilo.
E esse papel é fundamental para envolver o aluno, apesar de que parecemos um médico, se o paciente não toma o remédio, fica difícil curá-lo, só que acredito que esse fazer com gosto é sentido muito principalmente pelo adolescente de hoje. Tento sempre mostrar o lado bom da leitura, pois construí minha mente leitora primeiro pelo prazer, leituras mais pesadas devem ser sempre acompanhadas ou direcionadas para um objetivo especifico, pois ao contrario do que desejamos pode ser trágico o desfecho e o aluno se desencantar com o mundo fascinante dos livros, mas os alunos percebem muito tambem quando o seu professor não gosta de ler e olha que esse problema é bem maior do que imaginamos, conheço muitos professores de lingua portuguesa mesmo que não curtem muito uma leitura
Autora: Fabrícia Garcia de Oliveira
DEPOIMENTO DA SALETE
Quando era criança não tive muito contato com a leitura .Mas,quando entrei na quinta série,tinha uma professora de Português espetacular (dona Clarice).Ela nos incentivava a ler:A ilha perdida,A montanha encantada,A mina de ouro,O cachorrinho Samba,O escaravelho do diabo,Menino de asas,Um cadáver ouve rádio,etc.Desde então,tomei gosto pela leitura e tenho certeza que minha opção profissional surgiu nessa época. A única dificuldade é que não tínhamos muito acesso às bibliotecas,parecia um lugar proibido de frequentar na escola.Nessa época ,meus pais não tinham uma situação financeira estável,era tudo muito difícil,mas eles sempre davam um jeitinho e compravam os livros .Aliás ,tenho todos em minha biblioteca particular,guardo-os com muito carinho.Tenho certeza que muitos cursistas passaram por isso. Graças à Deus,hoje a realidade é outra,pois nossos alunos têm total acesso às Salas de Leitura ,internet,etc,facilitando assim o contato com obras tão importantes para sua formação.
Autora:Salete Nogueira da Costa
DEPOIMENTO DA MARINA

Na minha infância, não tive muito contato com a leitura. Meus pais, com pouca escolaridade nos contava as historinhas infantis e ditados populares e isso marcou muito a minha vida.Logo entrei na escola e tive uma professora maravilhosa(D. Dircéia), a qual nunca esqueci. Sempre fui apaixonada pelas historinhas que ela contava.
Nas redações(era como chamavam as produções de texto), recebia homenagens, ganhava medalhas. Uma vez fui premiada com uma redação, onde o prêmio seria uma bicicleta "Monarque", mas infelizmente nunca recebi a recebi.
Gostava tanto de ir a escola e de minha professora que,, quando chegava em casa gostava muito de brincar de escolinha, onde eu era a professora, o gis era um pedaço de carvão e a lousa eram as paredes da casa.Acredito que seja por esse motivo que me tornei professora de Língua Portuguesa.
Autora: Marina Rodrigues Muniz
DEPOIMENTO EDILENE
Quando criança o contato que tinha com a leitura era histórias cantados por minha mãe e as brincadeiras de criança. Mais tarde ganhei muitos livrinhos de histórias de uma tia que se aposentou com PI, naquela
época quem comprava livros para os alunos era o professor. Fiquei tão feliz que lia até para as galinhas que tinhamos em casa.Acho que por este motivo que hoje sou professora.
DEPOIMENTO DA ANDREA
Memórias de Andrea
Trabalhei algum tempo na Sala de Leitura do Mario Vieira e tive o prazer de observar e orientar a leitura de muitos dos alunos que lá passaram. Digo a eles que ler é muito importante para escrever bem e se relacionar com pessoas.
Minha experiência com a leitura está ligada aos textos retirados de livros didáticos que minha professora destacava e emplastificava um a um cuidadosamente para que no decorrer do ano todos os alunos pudessem ter acesso a eles. Era uma alegria poder trocar o texto com um colega para ler e depois responder as atividades que havia no verso. Eram textos curtos, talvez por isso fossem tão gostosos de ler e desejados por todos. Mais tarde gostei muito, também, de ler "O Pequeno Príncipe". Felizmente contentávamos com o pouco que era muito!
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